SOU DO CEARÁ


"Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome , pergunto o que há ?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará."

Patativa do Assaré

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

RÉVEILLON DA PAZ 2016..

VENHA INICIAR O NOVO ANO NA PRESENÇA DO SENHOR...

VAMOS REZAR PELA PAZ...



 
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domingo, 20 de dezembro de 2015

NATAL COM PÃO, PAZ E POESIA !

                          

                                                         JÁ É NATAL !




MANJEDOURA ESQUECIDA


Há 2015 anos nascia um Menino. Poderia ser mais um para aumentar as estatísticas da pobreza, da fome, dos excluídos, porém esse Menino era Jesus, o Cristo, o Salvador.
A manjedoura e o Menino, da noite de Natal, hoje são esquecidos, substituídos por papai noel, árvores, símbolos natalinos, troca de presentes, cartões, ceias fartas, festas em locais luxuosos, que em nada lembram o local em que o Menino nasceu.
O Natal, hoje, transformou-se em comércio, lucro e mais um feriado.
Gostaria que os verdadeiros sentimentos natalinos tocassem nas " consciências " de nossos governantes e construíssem dentro deles personalidades humildes, sensíveis e que fossem capazes de verem e enxergarem de forma mais humana todos os brasileiros e cearenses.
Gostaria de ganhar neste Natal um Ceará mais feliz, sem violência, com mais hospitais bem equipados, com médicos e remédios; além de uma Educação de qualidade, com Professores bem remunerados e com seus direitos respeitados.
Isto é um sonho de Natal, se bem que poderia ser ( e deveria ) ser real, pois tudo isso são nossos direitos garantidos pela Constituição Federal de nosso Pais.
A manjedoura e todos os ensinamentos Dele foram esquecidos... ninguém canta parabéns para o Menino...ninguém sopra as velinhas... o dono da festa é o " bom velhinho "...



AURIBERTO CAVALCANTE
  COORDENADOR DO GRUPO CHOCALHO





UM NATAL DIFERENTE


PARA TODOS OS AMIGOS E PARA OS CHOCALHEIROS


Aqui estou em meu apartamento sentado em minha poltrona da sala de estar. Vejo as luzes multicoloridas a piscar, decorações pujantes, com belos papais-noéis, esses velhinhos bondosos que trazem os presentes de natal e não vejo a simbologia do verdadeiro espírito natalino, ou seja a presença de Deus através de seu filho o menino Jesus.
Estes detalhes fizeram com que eu meditasse: o que é o Natal?
Sabemos das dificuldades de cada um, dos problemas familiares, das situações financeiras.
Mas todos estes itens não nos impedem de refletirmos sobre o significado do Natal. Não somente o natal que celebramos no dia 25 de dezembro, mas o natal diário, dos 365 dias que virão em 2010. Façamos uma reflexão sobre as decisões futuras em todos os aspectos. Devemos nos preocupar com nossas crianças, jovens e idosos, com poucas perspectivas de
Futuros promissores, sem ações verdadeiras que lhes garantem o bem estar social.
A demagogia impera em todos os segmentos, em todas as classes sociais. É preciso uma mudança de atitudes para fazer acontecer um Natal diferente.


Geralmente nos lamentamos se achando culpados ou se achando vítimas dos problemas que nos acontecem. Precisamos usar de sabedoria para nos perdoar e perdoar a todos os que nos magoaram. Deixemos de lado as mágoas e os ressentimentos. Só assim haverá verdadeiras mudanças e transformação em nossa volta.
O passado deixemos para traz, como diz o ditado:”águas passadas não movem moinho”. O importante é viver o momento presente.
Vamos fazer um natal diferente, um natal que dure todo o ano, devemos ser agradecidos a tudo e a todos pelas oportunidades, que nos são apresentadas e usar de sabedoria para tirarmos lições das dificuldades e dos erros.
Enfim reservemos um tempo para orar, para agradecer a Deus, pela vida, pelas oportunidades que nos são concedidas.
Neste Natal devemos encher nossos corações de alegria e muito perdão, pois foi assim que o filho de Deus nos ensinou.
Neste Natal dê um sorriso, dê um alô a quem você nunca mais falou, dê presentes, mas também dê um abraço bem forte naquela pessoa que você nunca abraçou
Nesta noite de Natal deixe o aniversariante entrar em seu lar e faça um Natal Diferente.
Muita Paz. Muita Luz.
Bom Advento e um Feliz Natal


Lyma Netto
SECRETÁRIO GERAL DO GRUPO CHOCALHO
POETA CHOCALHEIRO


sábado, 19 de dezembro de 2015

NATAL COM PÃO, PAZ E POESIA !

JESUS, A RAZÃO DO NATAL 

 





                                             


MANJEDOURA INDUSTRIAL


Os sinos mumificados
não badalam mais

só resta a exploração
capitalista

os sinos mumificados
não badalam mais

só resta a guerra
o enriquecimento
das multinacionais
regado
com
o suor
       do operário
                        semivivo
                 seminu
                          semimorto
na manjedoura industrial
                   produzindo
                                         o
                                   consumo
                             de mais um Natal.




AURIBERTO CAVALCANTE

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

AURIBERTO CAVALCANTE RECEBE HOMENAGEM DO LICEU DO CEARÁ





LICEU DO CEARÁ 170 ANOS...


RECEBENDO HOMENAGEM 

DE MINHA ESCOLA DO CORAÇÃO...

170 ANOS... FAÇO PARTE DESSA HISTÓRIA !







sábado, 5 de dezembro de 2015

TEATRO DE BONECOS AGORA É PATRIMÔNIO CULTURAL

Bonecos sob os holofotes

" Iphan oficializa hoje em Fortaleza título de patrimônio cultural ao Teatro de Bonecos Popular do Nordeste "

por Iracema Sales - Repórter 


Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, no Ceará chamado Cassimiro Coco
 ( Foto: Fabio Lima (24/08/2008) )

" No Ceará, a tradição de manusear bonecos nos cantos das salas ou dos alpendres das casas sertanejas ganha a denominação de Cassimiro Coco, conta a pesquisadora e presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB) Ângela Escudeiro. Segundo ela, o ofício chega ao Brasil pelas mãos dos jesuítas e dos escravos.
As senzalas, muitas vezes, serviam de palco onde os escravos reproduziam cenas criticando os poderosos. A atitude foi reproduzida, mais tarde, por atores ambulantes que desbravavam o sertão informando, educando, divertindo e politizando o povo, com uma pitada de irreverência.
Um dos mais importantes mestres que se destacou na arte de "botar boneco" no Estado, Pedro Boca Rica (1936-1991), natural de Ocara, tornou-se referência para as novas gerações de "bonequeiros" cearenses.
Confeccionados em madeira e tecido, os bonecos de aparência rústica, durante muito tempo, cumpriram importante função social. Mediante trabalho de atores autodidatas, na base do improviso, personagens como "Cassimiro Coco" e "Catarina" ganhavam vida. Os bonecos rústicos incorporavam situações de vida semelhantes às dos espectadores.
A irreverência e a alegria são traços comuns dos personagens, atesta Ângela Escudeiro, coordenadora de pesquisa que fundamentou a certificação do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste (TBPN) como patrimônio cultural brasileiro.

Certificação

A atriz, uma das responsáveis pela vitalidade do Cassimiro Coco, festeja o registro da manifestação artística, cuja solenidade para marcar a certificação, conferida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em março deste ano, acontece hoje, a partir das 16h, na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC).
O reconhecimento é fruto de luta iniciada em 2004, e que não acaba agora. O próximo passo é garantir mecanismos para a salvaguarda do bem. Participaram da pesquisa os estados Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Distrito Federal, devido à migração de nordestinos àquela cidade.
Conforme Igor Soares, historiador do Iphan, o processo que assegura a certificação do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste durou quase uma década.
O pesquisador atenta que o próximo passo tem como foco a salvaguarda do bem, que consiste em discutir com o governo e as prefeituras um plano para preservar a tradição, que tem como berço o Nordeste brasileiro. A irreverência é o principal ingrediente da linguagem que ganha denominações diferentes nos demais estados que integram a pesquisa. Na Paraíba, "Babau"; em Pernambuco, "Mamulengo"; e no Rio Grande do Norte, recebe o nome de "João Redondo".

Memória

O tempo passou e a tradição de manipular bonecos acompanhou a história, sendo revisitada pelos novos artistas - que, baseados em noções de teatro, transformaram as apresentações, mas sem perder a essência.
Para garantir vida longa à arte, em 2004 a ABTB solicitou o registro da manifestação artística, realizando pesquisa tanto nas capitais quanto no interior dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Distrito Federal. O estudo, que incluiu pesquisa de campo e documental, foi realizado entre 2008 e 2013.
A pesquisadora, autora do livro "Cassimiro Coco de cada dia - botando boneco no Ceará", conta que começou com recursos próprios, ganhando depois adesão da ABTB. Era necessário fazer um inventário nos quatro estados, justificando que todos os detalhes eram importantes.
Ângela Escudeiro esclarece que a certificação é para a manifestação em si, atentando para não confundir com um reconhecimento aos mestres. "Mas os mestres foram pesquisados também", completa.
O trabalho de preservação da memória continua com o processo de salvaguarda, sendo a primeira atividade a instituição de um edital para premiar os mestres locais, alguns in memoriam, como por exemplo o mestre Pedro Boca Rica. O edital foi lançado e a comissão fez uma análise parcial, afirmando que, dos cinco de mestres cearenses inscritos, quatro foram aprovados.
A salvaguarda garante a continuidade da manifestação, dando a possibilidade de ser trabalhada em escolas.
"Não basta só reconhecer como patrimônio, é preciso dar suporte para ser compartilhado, sobreviver e reaparecer na arte", alerta a atriz. Durante 10 anos, o Iphan acompanhará os trabalhos, argumenta.

Tradição

Manifestação artística baseada na tradição passada de pai para filho, cuja principal característica é a irreverência, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste tem particularidades próprias. Entre as principais estão o acompanhamento musical e a prática da improvisação - além da simplicidade na manipulação dos bonecos, que não têm entrada ou saída marcadas.
As histórias retratam o cotidiano, podendo enveredar para os campos político ou do humor, mas sem perder de vista a crítica social.
"Muitas histórias tornaram-se clássicas", destaca Ângela Escudeiro, afirmando que os mestres bonequeiros populares não seguem técnicas de manipulação. No caso do Cassimiro Coco, como é conhecido no Ceará, a dança, em especial o forró, faz parte do imaginário das histórias, assim como a sensualidade.
Em cada estado nordestino, o teatro de bonecos popular apresenta particularidades. No Estado, a manifestação criou escola, tendo como principais representantes Augusto Bonequeiro, Graças Freitas, Omar Rocha, entre outros.
Os artistas beberam na fonte do mestre Pedro Boca Rica, como a própria Ângela Escudeiro, que diz não ter nascido no sertão e ter formação superior. "Os bonecos são mais elaborados, usam som mecânico, microfone e dramaturgia".

Mais informações:

Solenidade de titulação do Teatro de Bonecos Popular no Nordeste como patrimônio Cultural Brasileiro e apresentações. Hoje, das 16 às 22h, na Praça Verde do Dragão do Mar (R. Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema). Fone: (85) 3488.8600


FONTE:  DIÁRIO DO NORDESTE
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/caderno-3/bonecos-sob-os-holofotes-1.1448087

 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

POESIA CEARENSE - AURIBERTO CAVALCANTE



                   JERICOACOARA





                                             DIVÃ MILAGROSO


                                  Dunas brancas
                                  férteis
                                  beijando o céu
                                  serrote do farol
                                  pirâmide do faraó
                                  encravado entre o mar
                                  e o Sertão do Ceará



                                               JERICOACOARA
                                               divã milagroso
                                               de muitas cabeças
                                               imperfeitas
                                               feitas
                                               desfeitas.




                   AURIBERTO CAVALCANTE
                    POETA CHOCALHEIRO
                    IN: " BERROS "
                        PÁG. 137

sábado, 28 de novembro de 2015

DO FUNDO DO BAÚ...




 DO FUNDO DO BAÚ...


1982... LANÇAMENTO DO LIVROS " RASTROS DE LIBERDADE " 

OUSADIA DO POETA DA LIBERDADE, QUE LANÇOU ESSE LIVRO NA PRAÇA DO FERREIRA... SOB OS OLHARES DE AGENTES DA DITADURA....



                  CONCEDENDO ENTREVISTA PARA A IMPRENSA DE FORTALEZA




CHAMARAM-ME DE LOUCO POR MANDAR IMPRIMIR UMA EDIÇÃO DE 5.000 
( CINCO MIL ) EXEMPLARES , HOJE  TENHO UM PARA CONTAR A HISTÓRIA; DEPOIS CHAMARAM-ME DE LOUCO POR LANÇAR O LIVRO EM PLENA PRAÇA DO FERREIRA; CHAMARAM-ME DE LOUCO PORQUE O LIVRO NÃO TINHA ORELHAS, PREFÁCIO E FOI APRESENTADO POR UMA COMISSÃO: PROFESSORES, COMERCIÁRIOS, OPERÁRIOS, ESTUDANTES E JORNALISTAS. FOI UM SUCESSO: VENDI MUITOS LIVROS E TOMAMOS POSSE DA PRAÇA, QUE SE TORNOU PALCO DE VÁRIOS RECITAIS E PROTESTOS DO GRUPO CHOCALHO. OS CRÍTICOS DE PLANTÃO, OS PESSIMISTAS E OS QUE ACREDITAVAM NO FRACASSO TIVERAM QUE " ME ENGOLIR " !




                          AUTOGRAFANDO OS LIVROS






FOTOS: VIDAL CAVALCANTE - DIÁRIO DO NORDESTE
ARQUIVO PESSOAL




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

VIVA GUARÁ...

Viva Guará agita o fim de semana em Guaramiranga

Nos três dias do evento, diversas atividades e novos roteiros divulgam 
o turismo sustentável na região

 
Buscando promover o turismo sustentável no Maciço de Baturité, o Sebrae realiza de amanhã (27) a domingo (29) o Viva Guará. O evento reúne em sua programação palestras, atividades culturais, festival gastronômico e o lançamento oficial da Rota do Café Verde, que consiste em um tour por entre pontos de produção do café sustentável da Serra em Baturité, Mulungu, Guaramiranga e Pacoti, com direito a passear por trilhas, visitar antigos casarões e desfrutar da hospitalidade das pessoas que residem nestes locais.
De acordo com articuladora do escritório regional do Sebrae Ceará no Maciço de Baturité, Fabiana Gizele, a ideia do Sebrae com o evento é compartilhar um pouco do trabalho que está sendo feito no fomento do turismo sustentável na região. "A nossa participação no Viva Guará esse ano tem como objetivo compartilhar com as comunidades locais e visitantes os resultados das ações de integração e qualificação no setor de produção do café verde, capaz de provocar um impacto ambiental e socioeconômico relevantemente positivo para toda a região", destaca.

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Programação


Como parte da programação do Viva Guará será realizado, no dia 27, o III Workshop de Turismo Sustentável, no Hotel Vale das Nuvens em Guaramiranga. O evento, que começa às 13 horas, contará com a palestra do gestor de Qualidade e Sustentabilidade da Vert Hotéis (MG), Rodolfo Oliveira, que falará sobre "Hotelaria Essencial e Sustentável". Na oportunidade, Isabella Ricci, que foi idealizadora da Rota do Ouro em Ouro Preto (MG) e hoje atua como facilitadora da implantação do Fórum de Turismo Sustentável do Maciço de Baturité, também irá falar sobre como a conservação do ambiente natural, sustentabilidade, gestão responsável e programas turísticos devem estar associados para o desenvolvimento da região do Maciço.
Já nos dias 28 e 29, os participantes do evento e turistas também poderão conhecer a Rota do Café Verde. De acordo com Fabiana, serão disponibilizadas cinco opções de itinerários e os participantes terão a chance de optar por saídas a partir de Baturité ou Guaramiranga, realizando o passeio numa tarde ou o "Day Tour". Como forma de promover o desenvolvimento do turismo sustentável em toda região, pousadas, hotéis e restaurantes oferecerão preços especiais aos turistas da rota.
Ainda na noite de sábado, na praça principal de Guaramiranga, o barista Márcio Costa irá promover uma oficina sobre a preparação de drinks e sobremesas à base de café, dando dicas essenciais, como por exemplo, a forma de extrair do café o seu melhor sabor. No mesmo local, grupos de teatro recepcionarão os turistas da Rota do Café Verde, devidamente caracterizados com trajes de época e na ambientação de cenas cotidianas, que remetem ao início da produção do café na serra, nos idos do século XIX, convidando a todos para entrarem no clima temático e histórico.
O Viva Guará oferece ainda outras atividades e atrações diversas para envolver a população e os turistas, incluindo um festival de gastronomia. Durante os dias do evento, os restaurantes Sabor Natural, Basílico, Confraria, La Taberna, Bodega do Astelio, Macário, Café com Flores, Hoffbräuhaus e Studio 70 apresentarão menus especiais com paella, frutos do mar, fondue, escargot, massas e risotos, além da culinária regional, prometendo valores promocionais.


Mais informações


Viva Guará
De 27 a 29/11, em Guaramiranga
Workshop: inscrições gratuitas, com disponibilidade para 50 vagas.
Informações: (85) 3347.1570
 
 
 
FONTE:  DIÁRIO DO NORDESTE

 

domingo, 22 de novembro de 2015

POEMA PROFÉTICO DE DRUMMOND SOBRE O DESASTRE NO RIO DOCE

" Conheça o poema ‘profético’ de Drummond sobre desastre no Rio Doce "


FOTO: DIVULGAÇÃO 
Conheça o poema ‘profético’ de Drummond sobre desastre no Rio Doce


Em ‘Lira Itabirana’, Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) critica o efeito da mineração em seu estado natal: “O Rio? É doce / A Vale? Amarga / Ai, antes fosse / Mais leve a carga”.  

Confira o poema completo
Por Redação


Em meio a tantas notícias e comentários sobre a tragédia em torno do Rio Doce, contaminado por uma enxurrada de lama desde o rompimento de barragens da mineradora Samarco, um poema tem viralizado nas redes sociais. É Lira Itabirana, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
Os versos carregam um tom profético ao criticarem o efeito da mineração no estado natal do poeta. Drummond nasceu em Itabira, mesma cidade em que surgiu a Vale do Rio Doce, em 1942. A empresa, junto com a angloaustraliana BHP Billiton, é dona da Samarco, responsável por este que já é considerado o maior desastre ambiental da história do país.
Confira o poema abaixo:

I

O Rio?

É doce.  
A Vale? 
Amarga.
Ai, antes fosse   
Mais leve a carga.

II


Entre 

estatais  
E multinacionais,  
Quantos ais!

III


A dívida interna.
 
A dívida externa  
A dívida eterna.

IV


Quantas toneladas exportamos

De ferro?  
Quantas lágrimas disfarçamos  
Sem berro?


Foto de capa: Divulgação


FONTE:  PORTAL FORUM
http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/11/conheca-o-poema-profetico-de-drummond-sobre-desastre-no-rio-doce/

JÁ É NATAL...





MANJEDOURA ESQUECIDA


Há 2015 anos nascia um Menino. Poderia ser mais um para aumentar as estatísticas da pobreza, da fome, dos excluídos, porém esse Menino era Jesus, o Cristo, o Salvador.
A manjedoura e o Menino, da noite de Natal, hoje são esquecidos, substituidos por papai noel, árvores, símbolos natalinos, troca de presentes, cartões, ceias fartas, festas em locais luxuosos, que em nada lembram o local em que o Menino nasceu.
O Natal, hoje, transformou-se em comércio, lucro e mais um feriado.
Gostaria que os verdadeiros sentimentos natalinos tocassem nas " consciências " de nossos governantes e construíssem dentro deles personalidades humildes, sensíveis e que fossem capazes de verem e enxergarem de forma mais humana todos os brasileiros e cearenses.
Gostaria de ganhar neste Natal um Ceará mais feliz, sem violência, com mais hospitais bem equipados, com médicos e remédios; além de uma Educação de qualidade, com Professores bem remunerados e com seus direitos respeitados.
Isto é um sonho de Natal, se bem que poderia ser ( e deveria ) ser real, pois tudo isso são nossos direitos garantidos pela Constituição Federal de nosso Pais.
A manjedoura e todos os ensinamentos Dele foram esquecidos... ninguém canta parabéns para o Menino...ninguém sopra as velinhas... o dono da festa é o " bom velhinho "...



AURIBERTO CAVALCANTE
COORDENADOR DO GRUPO CHOCALHO


sábado, 21 de novembro de 2015

POESIA É COISA DE ESTUDANTE, SIM !


" O poeta vai às escolas "

 

 “Aconselho sempre os escritores a colocar nos seus livros uma forma de contato para que as escolas os procurem. Se os poetas soubessem como é bom esse contato com o público, fariam fila na frente das escolas”




Nicolas Behr 
 
" Meu primeiro livro de poesia – Iogurte com farinha (leia antes que azede) – escrevi, imprimi e comecei a vender de mão-em-mão em  1977. Eram os tempos heróicos da geração mimeógrafo. Tinha eu 18 anos de idade. Produzi inúmeros outros. Mas o que eu quero contar aqui são fatos curiosos e pitorescos que me aconteceram em visitas às escolas. Nas públicas eu vou sem cobrar, mas nas particulares cobro cachê sim. Vamos às historias, com “h” pois que aconteceram, em escolas e em tempos diferentes.
1 – A professora comenta com os alunos: “Amanhã  vem um poeta aqui falar com vocês. Quero que  prestem atenção, façam perguntas e aproveitem a oportunidade”. E eis que um aluno comentou: “Poeta, aqui na escola? Pensei que já tinham todos morrido”. É que em muitas escolas o ensino de poesia para em meados do século passado, e assim, obviamente, todos os poetas ali citados já faleceram.
2 – No dia seguinte a minha apresentação a professora comenta com os alunos: “Vocês gostaram da poesia do poeta que veio aqui na sala ontem?” E uma aluna retrucou: “Aquilo não é poesia. Eu entendi tudo” – Esta historia é uma das minhas preferidas.  No imaginário da maioria das pessoas a poesia é algo impenetrável, incomunicável, enfim, extremamente complexo. E isso já vem desde os pequenos…
3 – Agora já numa faculdade, com estudantes de letras. Fiz minha palestra, juntamente com o saudoso amigo poeta Cassiano Nunes. E na saída um aluno me pega  pelo braço e diz” Seguinte: falta poesia na sua poesia” E vai embora. Não sei o nome do aluno, portanto nunca pude agradecê-lo por este belo cruzado de esquerda. Tempos depois, consciente ou inconscientemente, escrevi um livro de poemas chamado Menino Diamantino, sobre a minha infância em Diamantino, Mato Grosso. E algumas pessoas me disseram: “puxa, finalmente um livro de poesia…”. É que o fazer poético está muito ligado à sensibilidade, ao lírico… e como disse o poeta Rilke: “A única pátria do poeta é a infância. Por isso somos todos exilados”.
4 – Nas minhas andanças pelas escolas do DF fui várias vezes a Taguatinga, onde se passou o que vou narrar. Li meus poemas, falei de Brasilia… e um aluno: “Você só fica aí falando das superquadras…” Ai respondi que quando eu falo das superquadras falo na verdade das superquadras do mundo, e lembrei aquela famosa frase do Tolstoi: “ Cante sua aldeia e serás universal”. Ainda numa dessas visitas a Taguatinga, além de poeta, atuo como provocador, instigando os alunos a quebrarem esse preconceito que têm com a poesia.
Certa vez a professora precisou sair. Fiquei a sós com eles. E ai fiz aquela afirmação que os deixou surpresos: “Gente, poesia às vezes é um saco, né?” Sem entender muito a minha posição, foram aos poucos concordando, com expressiva maioria no público masculino. O grande problema no ensino de poesia é que muitas vezes os professores não contextualizam o escritor no momento histórico. Explico: “Gente, é que naquele tempo, a sociedade era muito estratificada, por isso a poesia também era assim, toda certinha, toda metrificada…” E aos poucos eles vão entendendo… Outra história: após minha apresentação pedi que os alunos viessem ler poemas também. Apareceram quatro meninas e nenhum homem. Falei: “ Ué! Poesia é coisa de menina? Homem também escreve poesia, oras. Veja o meu exemplo”. E aí logo um subiu ao palco, e leu seu poema. Mas foi só um. Depois disso mais três meninas leram poemas. Mais uma vez o estigma da poesia como algo para gente muito sensível, afeminada, delicada. São muitos os muros que ainda temos que derrubar em relação a visão que as pessoas normalmente tem do poeta e da poesia.
Aconselho sempre os escritores a colocar nos seus livros uma forma de contato para que as escolas os procurem. Se os poetas soubessem como é bom esse contato com o publico, fariam fila na frente das escolas."




FONTE: SITE CONGRESSO EM FOCO

http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/o-poeta-vai-as-escolas/

MOMENTOS MARCANTES

GRATIDÃO AOS AMIGOS...


FOTO: JEAN CAVALCANTE 
                               


 

  










CHOCALHEIRO LYMA NETTO ENTREGANDO EM SEU NOME E DO CHOCALHEIRO ALAÉRCIO FLOR E DE TODOS  DO GRUPO CHOCALHO, PLACA EM  HOMENAGEM AOS 30 ANOS DE POESIA DO POETA AURIBERTO CAVALCANTE.

DIA DA LITERATURA CEARENSE


                                 CÉSAR BARRETO FOI UM DOS HOMENAGEADOS
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Dia da Literatura Cearense



O Dia da Literatura Cearense foi comemorado no último dia 17 de novembro, pela Assembleia Legislativa, com uma sessão solene. A data foi escolhida em homenagem memorial à romancista Rachel de Queiroz, personalidade superior nas letras brasileiras. Mercê de seus méritos literários, alcançou assentar-se entre os imortais da literatura pátria congregados na Academia, sendo a primeira mulher a conquistar um lugar neste panteão. Não há um conceito unânime sobre o que é literatura e quais as funções que esta expressão maravilhosa do homem desempenha na trajetória da humanidade. Em cada época, são atribuídas à literatura natureza e funções distintas, condizentes com a realidade cultural e, portanto, social, da época.
Desde Platão e Aristóteles, pioneiros em estudos sistematizados sobre a arte literária, passando pelos enciclopedistas até os modernos e pós-modernos, a literatura tem sido objeto de análises e questionamentos os mais diversificados, entendendo uns que a literatura é tão somente a expressão do belo e do maravilhoso. Para outros, a literatura é a utilização da linguagem não submetida ao poder, devendo tal circunstância ao fato de que a linguagem literária não necessita de regras de estruturação para se fazer compreender.
Segundo o entendimento do eminente sociólogo e crítico literário Antônio Cândido, “A arte e, portanto, a literatura, é uma transposição do real para o ilusório por meio de uma estilização formal da linguagem, que propõe um tipo arbitrário de ordem para as coisas, os seres, os sentimentos. Nela se combinam um elemento de vinculação à realidade natural ou social, e um elemento de manipulação técnica, indispensável à sua configuração, e implicando uma atitude de gratuidade”.
Vê-se, pois, o quanto são variados e circunstanciais os olhares dos críticos da literatura a respeito desta arte sobre a qual se debruçam e tentam deslindar. Seria fastidioso insistir em citá-los. Quanto à literatura cearense, diríamos que não se escreve a história da literatura brasileira sem que o Ceará não esteja presente em glorioso pedestal. O romance brasileiro é originalmente uma criatura nascida da fertilidade mental de José de Alencar, pioneiro neste mister genuinamente autóctone com a magistral personagem Iracema, cuja fama alteia-se para além das personagens indianistas romanticamente idealizadas pelo novelista popular norte-americano Fenimore Cooper. Iracema é personagem tão forte que saiu das páginas do romance de para imortalizar-se no imaginário do povo, consagrando nosso Ceará como “Terra de Iracema”.
No Dia da Literatura Cearense, a Assembleia realizou uma sessão solene par homenagear escritores cearenses. Em maior ou menor dimensão, são herdeiros de Alencar, de Adolfo Caminha, de Quintino Cunha, de José Albano, de Patativa do Assaré e tantos outros nomes que se ombreiam aos grandes da literatura nacional, quer na prosa ou no verso, quer na seara do erudito ou do popular. São esgrimistas da palavra escrita, essenciais para o progresso intelectual do Ceará. Seria impossível falar sobre todos a quem abraço nas personalidades que indicamos para alvo dessas homenagens.


PROFESSOR TEODORO
DEP. ESTADUAL


FONTE: JORNAL O ESTADO
http://www.oestadoce.com.br/opiniao/dia-da-literatura-cearense

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

CASA DA MÚSICA - CONVITE

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domingo, 15 de novembro de 2015

III FESTIVAL INTERCOLEGIAL DE POESIA ESTUDANTIL

ATENÇÃO !

 

INSCRIÇÕES ADIADAS -

CONHEÇA AS NOVAS DATAS.

 

 

 

REGULAMENTO



III FESTIVAL INTERCOLEGIAL  DE POESIA ESTUDANTIL 


MINI-REGULAMENTO


1- OBJETIVOS

1.1- Levar para as Escolas Públicas e Privadas do Estado do Ceará um Projeto de Leitura e Escrita;

1.2- Colaborar no processo de permanência e sucesso dos estudantes na Escola;

1.3- Descobrir e dar oportunidade de surgimento de novos talentos, através da Poesia;

1.4- Incentivar e publicar a produção literária dos estudantes;

1.5- Formar leitores conscientes e críticos;

1.6- Popularizar e desenvolver no meio estudantil o gosto pela poesia.

2- PÚBLICO ALVO:

2.1- Estudantes regularmente matriculados e com frequência NORMAL nas Escolas Públicas e Particulares
       do Estado do Ceará;

3- DAS INSCRIÇÕES

3.1.- Cada estudante poderá se inscrever, GRATUITAMENTE, sob pseudônimo, com até 03 (três) POEMAS INÉDITOS em 05 (cinco) vias digitadas, acompanhadas por CD.
Os originais não serão devolvidos;

3.2- Os estudantes poderão se inscrever, COM ATÉ 03 ( TRÊS ) TRABALHOS, nos seguintes níveis:

** Fundamental. I ( até o 5º ano )

** Fundamental II ( 6º até o 9º ano )

** Ensino Médio, ( 1º ao 3º ano );

3.3.- As inscrições poderão ser feitas até às 18:00 h do dia 31 de MAIO de 2016, na SECRETARIA DE SUA ESCOLA, ou para GRUPO CHOCALHO  dia 31 de MAIO  de 2016 na  Casa de Juvenal Galeno – Rua General Sampaio, 1128 - Centro - Fortaleza – Ceará, CEP 60.020-030. 
A Inscrição Pelos correios , nesse caso,  a data impressa no envelope, será o comprovante do cumprimento do prazo. Trabalhos, fora do prazo serão desclassificados. Os poemas, além de de escritos em papel ofício, deverão estar gravados em CD, ser assinados por pseudônimo e em outro envelope separado deve conter os dados do Autor, como: Nome Completo, Endereço Completo, E-mail, telefones, nome da Escola com Declaração confirmando que o aluno está REGULARMENTE MATRICULADO E COM FREQUÊNCIA NORMAL.

4 - DA SELEÇÃO E PRÊMIO

4.1- A Comissão Julgadora selecionará os 100 ( CEM ) melhores poemas, que farão parte do   livro-prêmio III ANTOLOGIA DE POESIA ESTUDANTIL;

4.2- Entre os 100 ( CEM ) poemas, serão selecionados 18 ( DEZOITO ) poemas: 06 ( SEIS ) do Ensino Fundamental I ; 06 ( SEIS ) do Ensino Fundamental II e 06 (SEIS ) do Ensino Médio, para a GRANDE final que se realizará no dia 11 AGOSTO  de 2016, em local  a ser definido pela COORDENAÇÃO DO FESTIVAL. Nesse mesmo dia será lançado o LIVRO-PRÊMIO. Os 03 ( três ) primeiros colocados em cada nível receberão prêmios ( TROFÉUS, LIVROS, PRÊMIOS DOS PATROCINADORES, ALÉM DE DIPLOMAS);
4.3- Todos os inscritos receberão DIPLOMA DE PARTICIPAÇÃO.

5- A COMISSÃO JULGADORA

5.1- A COMISSÃO JULGADORA será formada por pessoas de destaque em nossa vida literária e membros do GRUPO CHOCALHO;

6. - OS CASOS OMISSOS SERÃO RESOLVIDOS PELA COORDENAÇÃO DO FESTIVAL;


MAIS INFORMAÇÕES:



BLOG DO GRUPO CHOCALHO
http://grupochocalho.blogspot.com/

sábado, 14 de novembro de 2015

AURIBERTO CAVALCANTE: 33 ANOS DE POESIA


EM 1999, NO CENTRO CULTURAL 

DRAGÃO DO MAR, AURIBERTO CAVALCANTE 

LANÇA " BERROS ",

SEU 6º LIVRO.


 
VEJA A CAPA DO LIVRO:




FOI BEM RECEBIDO PELA
 CRÍTICA E PELOS LEITORES.
VEJA O QUE DISSE O ESCRITOR
DIMAS MACÊDO:


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR





POESIAS DO LIVRO
" BERROS "






            SAINDO DO PORÃO




As algema enferrrujadas

Se quebrarão

As mordaças podres

Se rasgarão

Todas as vozes

Se erguirão

O povo

Sairá

Do

Porão.



 

AURIBERTO CAVALCANTE









                      HEREDITARIEDADE



O feto bailava

No útero de ouro

Da mulher rica.



Outro feto

Jazia

No útero de fome

Da mulher pobre.


AURIBERTO CAVALCANTE











 

                                              PRISÃO


 

                       Nas mãos

                      Do agiota

                        Jaz um

                                  Idiota.


 

AURIBERTO CAVALCANTE









                                          DECISÃO



Enquanto

no meu país

existir

fome

desemprego

homens sem terras

corrupção

exploração do homem

pelo homem

meu poema

será de combate

cada verso guerrilheiro

empunhará na consciência

do meu povo

o fuzil

da resistência

a bandeira da liberdade.



AURIBERTO CAVALCANTE






                   GRAVIDEZ


UM toque íntimo de amor;

DOIS corpos unidos;

TRÊS almas ansiosas;

QUATRO braços amantes;

CINCO quilos mais gorda;

SEIS desejos incontroláveis;

SETE noites decisivas;

OITO horas regressivas;

NOVE meses, NOVA VIDA.



AURIBERTO CAVALCANTE


domingo, 8 de novembro de 2015

POESIA CEARENSE - AURIBERTO CAVALCANTE



 


NOITE DE TORMENTOS


Hoje eu procurei ser alegre, e fui triste.
Hoje eu procurei amar, e odiei.
Hoje eu procurei sorrir, e chorei.
Hoje eu procurei agradar alguém, e desagradei.
Hoje eu procurei ser forte, e fui fraco.
Hoje eu procurei ser feliz, e fui infeliz.
Hoje eu procurei ver a Lua, e as nuvens esconderam-na.
Hoje eu procurei ser justo, e fui injusto.
Hoje eu procurei ver o futuro, e o presente não deixou.
Agora espero o sono que não chega.




AURIBERTO CAVALCANTE
IN: " RASTROS DE LIBERDADE "  -  1982
PÁG. 83 




quinta-feira, 5 de novembro de 2015

DIA DA CULTURA

PROGRAMAÇÃO GRATUITA 

Atividades marcam o Dia da Cultura

" Oficina de brinquedos, peça de teatro, shows musicais e performances são
 algumas das atrações para celebrar a data."
 

 

DIVULGAÇÃO
" A peça Romeu e Julieta, do Grupo Garajal, é um dos destaques da 
programação no Estoril "


" Criado em 1970, o Dia Nacional da Cultura é comemorado em 05 de novembro com atividades nas principais cidades do país. Em Fortaleza, a programação gratuita será realizada em diversos espaços culturais até amanhã, 6.

As atividades começam às 9 horas no Teatro José de Alencar com apresentações da Orquestra de Sanfonas do Ceará e da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho, além de apresentações de dança e circo. Na ocasião, o secretário da cultura do Estado dará posse aos novos integrantes do Conselho Estadual de Política Cultural. O órgão tem caráter consultivo, deliberativo e normativo em relação às ações da política cultural no Estado. Ainda pela manhã, o Anfiteatro Lauro Maia, em frente ao Paço Municipal, recebe a apresentação de reis e rainhas de maracatus que antecede a 70ª reunião do Conselho de Proteção do Patrimônio Histórico e Cultural.

A programação continua à tarte. O Estoril, na Praia de Iracema, recebe às 16 horas a Oficina de Brinquedos com Carlos Careca, especialista em confeccionar brinquedos reciclados em PET. O espetáculo Romeu e Julieta, do Grupo Garajal, de Maracanaú (CE), vai ser apresentado em seguida. Ainda na Praia de Iracema, o Projeto Pé de Livros promove às 17 horas oficinas de incentivo à leitura para crianças e adultos no Pavilhão Atlântico.

O batuque dos tambores de Sons do Brasil, às 18h30min e o show Barlavento, de Gustavo Portela, às 19 horas, encerram as atividades no Estoril. No entanto, a animação continua no Mercado dos Pinhões com o show Cabôco da banda Fulô da Aurora às 20 horas. Na sexta-feira, às 18h30min, a Biblioteca Municipal Dolor Barreira recebe a performance Gauche, inspirada na obra de Carlos Drummond de Andrade, última apresentação da programação.

O Dia Nacional da Cultura é uma homenagem à data de nascimento de Rui Barbosa (1849-1923), jurista, político, escritor e diplomata . Ele foi membro e fundador da Academia Brasileira de Letras e presidente da ABL entre os anos de 1908 a 1919."


SERVIÇO

 Dia Nacional da Cultura
Quando: hoje e amanhãOnde: Ver quadro de programação ao lado
Gratuito 


PROGRAMAÇÃO


9h - TJA - Posse do Conselho Estadual de Política Cultural e apresentações artísticas

9h - Anfiteatro Lauro Maia - apresentação de reis e rainhas de maracatus

16h - Estoril - Oficina de Brinquedos e apresentação do espetáculo Romeu e Julieta, do grupo Gajaral

17h - Pavilhão Atlântico - Oficinas de leitura

18h30min - Estoril - Show Barlavento, de Gustavo Portela

20h- Mercado do Pinhões- Show Cabôco, com a banda Fulô da Aurora

Sexa, 6/11 - às18h30min - Biblioteca Municipal Dolor Barreira- 
performance Gauche



FONTE:  JORNAL O POVO
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2015/11/05/noticiasjornalvidaearte,3529088/atividades-marcam-o-dia-da-cultura.shtml

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

LITERATURA E MEDICINA

A união dos médicos escritores

" Homenageando Airton Monte, a Academia Cearense de Médicos Escritores 
será inaugurada hoje"

 
  Jonas Viana vidaearte@opovo.com.br
 
 
FOTO: DIVULGAÇÃO
" José Telles será o primeiro presidente da instituição"


" Um namoro entre a medicina e a literatura leva grupo a inaugurar Academia Cearense de Médicos Escritores. José Telles, médico e membro da Academia Cearense de Letras, será o primeiro presidente da agremiação. Além dele, Lúcio Alcântara e Marcelo Gurgel estão entres os idealizadores. A solenidade de inauguração será realizada no Ideal Clube nesta quinta-feira, 29, a partir das 19 horas., em evento para convidados.

José Telles conta que ficou “lisonjeado” com o convite para presidir o movimento. Segundo o médico, a presença de Lúcio Alcântara, ex-governador e também membro da Academia Cearense de Letras, está confirmada para a solenidade de abertura. Além dele, Izolda Cela, vice-governadora, e Jackson Sampaio, reitor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), estão os convidados para o evento.

Entre as atividades da agremiação, estão duas reuniões mensais com os 30 médicos que fazem parte. José Telles comenta que “o apoio do Ideal Clube e a guarda cultural da Academia Cearense de Letras” é uma aprovação importante para o início da entidade. Sobre as produções, ele explica que publicarão uma revista semestral e um informativo mensal.

A Academia Cearense de Médicos Escritores tem como patrono Airton Monte. O médico-escritor contribuiu durante anos para o caderno Vida & Arte. José Telles explica que o nome Airton Monte foi escolhido também para ser o prêmio oferecido pela instituição para os melhores escritores da academia. Ele definiu Airton como “fenômeno de cultura e de humildade” que merece ser honrado."


SERVIÇO


Inauguração da academia Cearense de Médicos Escritores
Quando: hoje, às 19 horasOnde: Ideal Clube (Av. Monsenhor Tabosa, 138)
Telefone: 32485688


FONTE:  JORNAL O POVO
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2015/10/29/noticiasjornalvidaearte,3525848/a-uniao-dos-medicos-escritores.shtml 

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

FESTA DAS ALMAS EM LIVRO

Sagrado e profano na Festa das Almas

 

" Pesquisadora cearense lança livro com síntese histórica e ensaio fotográfico sobre Festa de Finados de Ocara "

 


 

FOTO: EDUARDO QUEIROZ/DIVULGAÇÃO
" A Festa das Almas, de Ocara, acontece há mais de um século
 e atrai milhares de visitantes na véspera do Dia de Finados


" No município cearense de Ocara, distante 95 km de Fortaleza, o dia dos mortos é celebrado em meio a músicas, jogos e sexo. Em sua Festa das Almas, as orações pelos que já se foram se confudem com os festejos mundanos dos vivos, numa convivência nem sempre pacífica.

“A festa é peculiar como um todo, desde o momento em que surgiu”, explica a pesquisadora Auricélia Alves, ocarense de nascimento e criação, que lança hoje, às 18 horas, no Museu do Ceará, o livro Festa das Almas: A Alegria dos Vivos - Uma Síntese Histórica da Festa de Finados em Ocara, em que analisa o tema.

Realizada a cada dia primeiro de novembro, véspera do Dia de Finados, a Festa das Almas altera a rotina da cidadezinha, que vê a população de 25 mil habitantes ganhar, em média, 15 mil visitantes seduzidos pela fé e pela diversão.

Auricélia, que já foi secretária de cultura do município, era proibida pelos pais durante a infância de acompanhar o festejos. “Teve padre que tentou convencer a população a não ir pra festa, que quis acabar com a celebração de qualquer forma”, explica.

Em mais de um século de história - a festa teve início em 1914 - as disputas com a Igreja por conta do evento se intensificam ou arrefecem. “A relação vem melhorando de alguns anos pra cá, depende muito da visão de cada padre”, explica Auricélia.

O livro passeia por toda a história do festejo, desde as suas origens, passando pelos embates com a Igreja e a participação da juventude, até a configuração social que vem elaborando nos últimos anos.

Auricélia começou a pesquisa em meados de 2002, quando decidiu analisar a Festa das Almas em seu trabalho de conclusão de curso na Faculdade de História da Universidade Estadual do Ceará. “Vi um processo gradativo de crescimento da comunidade, de modo a reconhecer como os mortos habitavam o cemitério e como os vivos habitavam a cidade”. 


SERVIÇO


Lançamento do livro Festa das Almas: A Alegria dos vivos
Onde: Museu do Ceará (Rua São Paulo, 51 - Centro)Quando: hoje, às 18 horas
Gratuito137 páginas



FONTE: JORNAL O POVO
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2015/10/14/noticiasjornalvidaearte,3518564/sagrado-e-profano-na-festa-das-almas.shtml

terça-feira, 6 de outubro de 2015

POESIA CEARENSE - PATATIVA DO ASSARÉ

                    


                                           SOU DO CEARÁ


 


"Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome , pergunto o que há ?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará." 



Patativa do Assaré






AURIBERTO CAVALCANTE- 33 ANOS DE POESIA



 

 

" BERROS RIMA COM EROS " 

 




" BERROS RIMA COM EROS "

 

O Prof. Auriberto Cavalcante, do Liceu do Ceará, em visita que me fez recentemente, ofereceu-me os livros de poemas de sua autoria, a seguir enumerados: Berros (1999), Vinte Anos de Poesia (2002) e 2004. Não precisa ser um especialista no assunto para concluir que o poeta fez opção pelo discurso social estruturado numa linguagem que se caracteriza pela agressividade da sintaxe. Nada de lirismo do tipo flor de laranjeira, até mesmo quando escreve poemas de amor. O Poeminha Romântico (Berros, p. 109) é um recado nada diplomático de um Romeu que fala diretamente do que lhe interessa, sem rodeios e metáforas, a uma Julieta completamente fora dos padrões shakespeareanos.


A mesma agressividade está presente na maioria dos poemas de fundo social. A poesia de Auriberto Cavalcante é sujeito com objeto direto. Uma verdadeira explosão. Um bombardeio epigramático, a lembrar as flechas mais envenenadas do barão de Itararé. Poesia cujo núcleo verbal é feito de rebeldia, de sarcasmo, de indignação contra toda forma de injustiça e de exploração do homem pelo homem. Em Made in Brazil, o poeta denuncia que “o americano / bebe o suor / do brasileiro / nosso café / come a nossa lagosta / impõe sua vontade (...) e ainda cobra juros”. É um retrato perfeito da subserviência dos governos latino-americanos aos agiotas internacionais, que mandam seus recados por e-mail para os vassalos do Terceiro Mundo, ordenam confiscos de salários dos trabalhadores da ativa e dos aposentados, além de cometerem outros absurdos, como a instituição do obsceno superávit primário, uma espécie de bezerro de ouro dos tempos modernos.


Auriberto Cavalcante adverte num poema telegráfico: “NAS MÃOS DO AGIOTA / JAZ UM IDOTA”. Outros poemas construídos com a mesma argila da indignação: “O feto bailava / no útero de ouro / da mulher rica. // Outro feto jazia / no útero de fome / da mulher pobre”. Em outro poema de 2004 (p. 63), o poeta volta a tocar o dedo na ferida, ao dizer que “o FMI / deixa a população sem salário / sem educação / sem saúde / sem emprego / sem segurança / sem esperança”. Na página 25 de Berros, o autor presta homenagem das mais justas ao grande médico e poeta Caetano Ximenes Aragão, falecido há vários anos, que se notabilizou pela contundência do seu discurso poético e pelas vertentes sociais de sua temática. São de CXA os versos a seguir “SOU NORDESTINO / SOU UM NÓ / DO DESTINO”.


Vários intelectuais cearenses têm manifestado seus pontos de vista sobre a poética de Auriberto Cavalcante. Dimas Macêdo nos dá sua opinião: “O certo é que o poeta apurou sua voz e deu maior poder de vôo à imaginação (...) à construção de uma poesia dialética e participativa, que instiga a práxis do engajamento e a restauração da política do corpo”. 


Todo poeta deve ter a liberdade de escolher os seus caminhos e de expressar livremente a sua visão-de-mundo. Da mesma forma, tem a obrigação de respeitar aqueles que pensam e agem de forma diferente, segundo os princípios de diversidade e pluralidade que estão na origem da natureza humana. Num mundo e numa época em que até as chamadas ciências exatas mudam de pele todas as semanas, ninguém pode ostentar o brasão de dono exclusivo da verdade. Auriberto Cavalcante fez opção por uma linguagem direta e muitas vezes agressiva, seja quando focaliza problemas sociais ou quando escreve poemas de amor. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, é o que nos diz Fernando Pessoa, um ícone da poesia ocidental.


O importante é não estrangular a voz na garganta, não calar, não se omitir, não imitar o procedimento do avestruz, não enterrar a cabeça na areia quando pressente a aproximação do perigo. E como no pantanal dos podres poderes existem avestruzes enterrando as cabeças para evitar que sejam atingidos pelas vaias e os ovos que o povo lhes atira! Como são numerosos e como são reluzentes as suas plumas! Eles se parecem com aqueles animais que assimilam as cores da paisagem, numa típica estratégia de sobrevivência. Todos sabemos, inclusive o autor desses livros, que as nossas catilinárias poéticas não têm o poder de reverter as injustiças praticadas pelo FMI contra os pobres do mundo inteiro que sucumbem diariamente nos países subdesenvolvidos. De resto, impossível não concordar com o poeta que assina embaixo destes versos: “O Zodíaco é uma zona / Entra quem acredita”.



FRANCISCO CARVALHO 











                                     ALGUNS LIVROS DO AURIBERTO CAVALCANTE























FONTE:  JORNAL BADALO  -  GRUPO CHOCALHO
http://grupochocalho.blogspot.com.br/