AURIBERTO CAVALCANTE E VIDAL CAVALCANTE
POESIA E IMAGEM
NA CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA.
MOMENTO DA HOMENAGEM
AOS 60 ANOS DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DO CEARÁ
FOTOS: ANDRÉ LIMA********************************************************************
" Sindjorce homenageia jornalistas no aniversário de 60 anos da entidade "
" Ana
Márcia Diógenes, Edmundo Maia (in memoriam), Messias Pontes, Mauro
Benevides e Paulo Bonavides serão os grandes homenageados da celebração
dos 60 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Ceará
(Sindjorce), nesta quarta-feira, dia 22, às 19h30, no Plenário da Câmara
Municipal de Fortaleza. Na Sessão Solene, de autoria da vereadora
Toinha Rocha (PSOL), os cinco jornalistas, que marcaram diversas fases
de atuação do Sindjorce nas últimas seis décadas de história, receberão o
reconhecimento do Sindicato e da Federação Nacional dos Jornalistas
(FENAJ) pelos relevantes serviços prestados ao Jornalismo e aos
jornalistas no Estado.
Presidente fundador do Sindjorce, em 26 de maio de 1953, Paulo Bonavides criou, em 9 de abril de 1951, a Associação
Profissional dos Jornalistas do Ceará, transformada em entidade de
classe dois anos depois, em assembleia geral da categoria. Bonavides é professor emérito da Universidade Federal do Ceará (UFC) desde 1991 e Doutor honoris causa pela Universidade de Lisboa, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidad Nacional de Córdoba, Universidad Inca Garcilaso de la Vega e Universidade de Fortaleza.
Homenagem póstuma a Edmundo Maia, autor da primeira notícia sobre o golpe
No mesmo dia, compareceu à sede
da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops), acompanhado do então
presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Ceará, Pádua
Campos, onde registrou queixa responsabilizando como mandante o
superintendente da Rede de Viação Cearense, engenheiro José Walter
Cavalcante, que, no ano seguinte, seria escolhido pela ditadura militar
prefeito biônico de Fortaleza.
Integrou os quadros do
Sindicato, militância lhe valeu perseguições. Conforme a certidão de
número 7199, expedida pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin),
"em documento datado de outubro de 1980, foram registrados os seguintes
dados sobre Edmundo Maia: jornalista esquerdista, preso em 1964 por
exercer atividades subversivas, tendo, inclusive, respondido a
inquérito, ligado a conhecidos comunistas cearenses; e integrou a
diretoria do Sindicato dos Jornalistas profissionais do Ceará como
tesoureiro".
Um dos mais perspicazes da imprensa cearense, descreve Blanchard Girão
No dia 31 de março de 1964, uma comissão de deputados, jornalistas,
dirigentes sindicais e estudantis se encontrou com o governador
Virgílio Távora para demonstrar preocupação sobre os rumores do golpe.
"Quando nos preparávamos para deixar o gabinete governamental, o
repórter Edmundo Maia, um dos mais perspicazes da imprensa cearense
naqueles dias, chamou-me a um canto da sala para confidenciar-me a
meio-tom: - "A UEE (União Estadual dos Estudantes) acaba de captar uma
mensagem de rádio dizendo que tropas chefiadas pelo general Mourão Filho
estariam rebeladas e descendo de Minas, rumo a Brasília, para tentar
depor o presidente da República. Foi a primeira notícia, e verdadeira,
que recebi sobre o levante. O governador, naquela oportunidade,
inteirou-se dessa versão ainda não confirmada em círculos oficiais",
descreveu Blanchard Girão no livro "Só as armas calarão a Dragão".
Faleceu aos 63 anos, no dia 19
de fevereiro de 1993, em decorrência de infarto agudo do miocárdio,
bronquite aguda e enfizema pulmonar, as duas últimas enfermidades
contraídas no cárcere da ditadura militar. Deixou viúva Terezinha
Furtado Maia e o filho Fernando Antônio Furtado Maia que, a exemplo do
pai, é jornalista profissional e filiado desde a sua formatura ao
Sindjorce."
FONTE: SITE DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DO CEARÁ-SINDJORCE
http://www.sindjorce.org.br/blog/sindjorce-noticias/categoria/sem-categoria/sindjorce-homenageia-jornalistas-no-aniversario-de-60-anos-da-entidade
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