SOU DO CEARÁ


"Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome , pergunto o que há ?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará."

Patativa do Assaré

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

POESIA CEARENSE - AURIBERTO CAVALCANTE





DECISÃO

Enquanto
no meu país
existir
fome
desemprego
homens sem terras
corrupção
exploração do homem
pelo homem
meu poema
será de combate
cada verso guerrilheiro
empunhará na consciência
do meu povo
o fuzil
da resistência
a bandeira da liberdade.


AURIBERTO CAVALCANTE
IN: " BERROS "
PÁG. 12

domingo, 17 de janeiro de 2010

BECO DO COTOVELO CULTURAL E DEMOCRÁTICO


COLUNA DA HORA QUE MARCAVA AS HORAS DA INFÂNCIA DO " BOLINHA "

BECO DO COTOVELO - BAR DO CHICO LOIOLA

PE.SADOC APRESENTANDO OS LIVROS DO AURIBERTO NO PROGRAMA DO IVAN FROTA, NO BECO

AURIBERTO, PE. SADOC, CHICO PARENTE, ALAÉRCIO, IVAN FROTA E LUIZ TORQUATO

LÚCIO ALCÂNTARA E ROBERTO PESSOA NO BECO DO COTOVELO EM SOBRAL

" Quem andou pelo Beco do Cotovelo – coração de Sobral – na manhã desse sábado (16.01), foi o ex-governador Lúcio Alcântara e o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa. Não dispensaram conversas e cafezinhos com correligionários e populares. Diz-se que a cidade é reduto dos Ferreira Gomes e que a sucessão está só começando…"

BLOG DO MOURÃO
http://blogs.opovo.com.br/blogdomourao/

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O Beco do Cotovelo é o coração de Sobral, é o cérebro da " Princesa do Norte ".
Numa viagem de volta ao passado, vejo-me correndo pelo Beco, chutando bolas de papel,
pernas de pessoas que conversavam tranquilamente, pisava nos rabos de cachorros vadios,
sem medo de ser atacado... Metia os dedos na tigela de doce de leite, exposto em cima
do balcão do Bar do Chico Loiola... Observava com curiosidade o " Pedão da Bananada ",
com seus quase duzentos quilos, merendando... Tudo era festa para o menino que cresceu correndo pelo Beco, e contemplava com respeito os mais variados tipos que
frequentavam diariamente o Beco do Cotovelo... Fascinava-me os livros, revistas e jornais vendidos na " Livraria do Zé Osmar ".... O Café Jaibaras... O Beco hoje, recebeu
uma coberta, parece grandes chapéus, mas continua exercendo seu papel de aglutinar
todos os SOBRALENSES, num espaço cultural e democrático... Depois de muitos anos,
já em 2008, o mesmo menino, agora crescido, voltou ao Beco, para mostrar aos seus
conterrâneos que o " BOLINHA ", não esqueceu as lições de sua infância, voltou para
mostrar que suas travessuras no Beco,se transformaram em poemas e muitos livros...

( TEXTO DO LIVRO " SOBRAL NO TEMPO DO BOLINHA ", QUE SERÁ LANÇADO EM BREVE )

OBSERVANDO ESTA FOTO DO DR. LÚCIO ALCÂNTARA NO BECO DO COTOVELO, NA MINHA SOBRAL, BATEU UMA GRANDE SAUDADE. UM ABRAÇO PARA O PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DO BECO, EXPEDITO VASCONCELOS, PARA O CHICO PARENTE, PARA O O PRESIDENTE DO MEU GUARANY
LUIZ TORQUATO, PARA A TIA LOLÓ E TODA MINHA FAMÍLIA. EM BREVE ESTAREI LANÇANDO O
LIVRO " SOBRAL NO TEMPO DO BOLINHA ", LIVRO QUE CONTARÁ A INFÂNCIA DO MENINO
AURIBERTO ( O " BOLINHA " )NA SUA TERRA NATAL. CONTARÁ HISTÓRIAS DE QUANDO ERA
CHAMADO, POR DOM WALFRIDO TEIXEIRA VIEIRA, BISPO DE SOBRAL, PARA PASSAR O DIA NO PALÁCIO FAZENDO BAGUNÇA... JÁ COM TRÊS ANOS SABIA DECORADO TODAS AS CAPITAIS DO BRASIL... CONTARÁ PORQUE FOI EXPULSO DE UM FAMOSO COLÉGIO DE FREIRAS...
GRANDE SAUDADE.

sábado, 16 de janeiro de 2010

" ELES CRUZARAM 115 VEZES A TERRA. E VOCÊ PAGOU "


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA


" Eles cruzaram 115 vezes a Terra. E você pagou."

" Os dez senadores que mais gastaram com combustíveis consumiram R$ 436,6 mil, o equivalente a 156 mil litros de gasolina."



" Em apenas cinco meses, Jayme Campos gastou R$ 66 mil com combustíveis."


" Os senadores botaram o pé na estrada e pisaram fundo nos gastos com o dinheiro público no ano passado. Somente a despesa dos dez parlamentares que mais gastaram com combustível nos últimos nove meses de 2009 daria para bancar 291 viagens de carro (com a gasolina a R$ 2,80) entre as duas capitais mais distantes do país, Porto Alegre (RS) e Boa Vista (RR), separadas por 5.348 km. Ou percorrer 343 vezes a rodovia mais extensa do Brasil, a BR-101, com seus 4.551 km, que ligam o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Daria também para inspecionar as condições de toda a malha rodoviária asfaltada do território nacional nove vezes. Para gastar o que gastaram com combustível, os dez senadores teriam que rodar 1,5 milhão de quilômetros. Daria para cruzar 115 vezes a Terra (o diâmetro da Terra é de 13 mil quilômetros)."


( Renata Camargo e Edson Sardinha )
LEIA MAIS NO CONGRESSO EM FOCO
http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=31486

POESIA - SOLIDARIEDADE - LUTO


POETISA " SERENA DE PAQUETÁ " - PAQUETÁ A ILHA DA POESIA


"IRMÃO HAITIANO"

" Pelas ruas entre os escombros
chora a criança assustada,
Traz o irmãozinho nos ombros
Procurando a mãe soterrada.

Entre as ruínas, um grito abafado
É mais um irmão que geme e que chora
Por baixo das pedras...corpo mutilado
Ora, roga à Deus e implora.

Meus olhos não querem enxergar
tanta dor e destruição
Mães sem filhos pra beijar,
corpos estendidos pelo chão.

Nas ruas um cenário de guerra
Só que dessa vez sem inimigo
Pelo chão o sangue banhando a terra
Gente gritando querendo abrigo.

Do que ali restou,a vida se fez ausente,
Minha alma de poeta chora e sofre também
Calo pelos mortos e pelo irmão sobrevivente
E Pelo povo sofrido que das mazelas virou refém."


SERENA.
POETISA DA ILHA DE PAQUETÁ - RIO DE JANEIRO

POESIA CEARENSE - AURIBERTO CAVALCANTE



NADA MAIS


O meu corpo procurou o teu
e encontrou a porta aberta,
como se me esperasse...
e te amei.
Depois meu corpo cansado
procurou repouso no teu
e encontrou o leito ansiado,
perfeito.
Sonhei.
Acordei sozinho,
sem leito,
sem direito
ao corpo teu,
pois em casa
outro corpo
esperava pelo meu.


AURIBERTO CAVALCANTE
IN: " CEIA LITERÁRIA Nº 01 "
1982

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

POESIA CEARENSE - AURIBERTO CAVALCANTE








GRAVIDEZ


UM toque íntimo de amor;
DOIS corpos unidos;
TRÊS almas ansiosas;
QUATRO braços amantes;
CINCO quilos mais gorda;
SEIS desejos incontroláveis;
SETE noites decisivas;
OITO horas regressivas;
NOVE meses, NOVA VIDA.


AURIBERTO CAVALCANTE
IN: " ANTOLOGIA 20 ANOS DE POESIA "
PÁG. 15

10 PERGUNTAS PARA 2010



PERGUNTAS QUE POSSÍVELMENTE SERÃO RESPONDIDAS EM 2010 !!!


1ª) Em 2010 o PSDB do Ceará aprenderá ser OPOSIÇÃO ?

2ª) Em 2010 o PSB do Ceará assumirá sua ideologia " SOCIALISTA " e " DE ESQUERDA " ?

3ª) Em 2010 os PTistas FINALMENTE descobrirão que o Sr. Cid Gomes nunca rompeu com o
Sr. Tasso Jereissati ?

4ª) Em 2010 o Hospital da Mulher será inaugurado ? E o Metrô de Fortaleza ?

5ª) Em 2010 os " ecologistas ", " ambientalistas " e os " verdes " descobrirão que a
Siderúrgica do Pecém será movida a CARVÃO MINERAL e que poluirá uma das regiões
mais bonitas do Ceará ?

6ª) Em 2010 os órgãos competentes vão descobrir a Região do Pecém e decidirão se
existe ou não a NATIVA COMUNIDADE INDÍGENA ANACÉ ?

7ª) Em 2010 o Governo " socialista " do Sr. Cid Gomes implantará e pagará o PISO
SALARIAL PROFISSIONAL NACIONAL PARA OS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DA
EDUCAÇÃO BÁSICA ( OS PROFESSORES E DEMAIS TRABALHADORES NA EDUCAÇÃO )?

8ª) Em 2010 a Assembleia Legislativa do Ceará, finalmente, aprovará os
Requerimentos dos Deputados da " oposição ", solicitando INFORMAÇÕES sobre
Ações, Projetos e Gastos do Governo Estadual ?

9ª) Em 2010 continuaremos a pagar o famigerado PEDÁGIO da Ponte sobre o Rio Ceará ?

10ª)Em 2010 o POVO VAI APRENDER A VOTAR ? Ou os corruptos vão voltar ?

RESPOSTAS EM 2010 !!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

POESIA CEARENSE - AURIBERTO CAVALCANTE




POETA INGÊNUO


Mesmo na contramão
Dos sentimentos do homem
Mesmo compreendendo
Os valores atuais de
Nossa sociedade
Empreendo na construção
De novas consciências


Onde família
O amor
A paz
A solidariedade
A justiça social
Voltem a nortear
O comportamento
De nossa gente


Enquanto escrevo
O tempo passa
Meu poema precisa
Chegar às ruas
Às consciências abertas


Meu poema
Espalhará palavras
Sentimentos
Meu poema urbano
Humano
Não calará
Inconformado
Incomodará
O sono
Dos injustos.


AURIBERTO CAVALCANTE
IN: " 2004 "
PÁG. 81

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

VINÍCIUS DE MORAES



CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA

FERNANDO PESSOA


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA

" A PISTOLAGEM VOLTA COM FORÇA AO CEARÁ "


" Pregando aviso "
" Vimos pregando aviso: A pistolagem voltou com força ao Ceará. Não é à toa que a gente sente uma saudade danada do General Assis e do COI do Tenente Gondim. Volta Gondim!"


JORNAL O ESTADO
COLUNA DO MACÁRIO BATISTA
http://www.oestadoce.com.br/?acao=colunas&subacao=ler&colID=6

PÉROLAS DO ENEM




Pérolas do ENEM

José Mesquita

" O tema da redação do Enem desse ano foi *Aquecimento Global*, e como acontece todo ano, não faltaram preciosidades.

1) “o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.” (percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio)

2) “A amazônia é explorada de forma piedosa.” (boa)

3) “Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta.” (tamo junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível)

4) “A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.” (e na velocidade 5!)

5) “Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.” (pra deixar bem claro o tamanho da destruição)

6) “O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação.” (pleonasmo é a lei)

7) “Espero que o desmatamento seja instinto.” (selvagem)

8) “A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e

aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.” (o verdadeiro milagre da vida)

9) “A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.” (também fiquei emocionado com essa)

10) “Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis.” (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)

11) “Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas.” (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd’s da coleção do Chaves)

12) “Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.” (amém)

13) “Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza.” (e as renováveis?)

14) “A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica.” (deve ser culpa da morte ecológica)

15) “A amazônia tem valor ambiental ilastimável.” (ignorem, por favor)

16) “Explorar sem atingir árvores sedentárias.” (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)

17) “Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia.” (o quê?)

18) “Paremos e reflitemos.” (beleza)

19) “A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.” (onde está o Guarda Belo nessas horas?)

20) “Retirada claudestina de árvores.” (caraulio)

21) “Temos que criar leis legais contra isso.” (bacana)

22) “A camada de ozonel.” (Chris O’Zonnell?)

23) “A amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor.” (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)

24) “A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração.” (para fabricar o papel que ele fica escrevendo asneiras)

25) “A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.” (campeão da categoria “maior enchedor de lingüiça”)

26) “Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação.” (NÃO!)

27) “Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.” (gênio da matemática)

28) “A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.” (red bull neles – dizem as árvores)

29) “O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório.” (ótima)

30) “O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando.”(subindo!)

31) “Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc.” (deve ser a globalização)

32) “Convivemos com a merchendagem e a politicagem.” (gzus)

33) “Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.” (imaginem as que foram votadas no banheiro deles)

34) “Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da roresta amazonia.” (oh god)

35) “O que vamos deixar para nossos antecedentes?” (dicionários)

Brasil, Educação, Enem, Gramática, Língua Portuguesa. "

Blog do Mesquita

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PARA REFLETIR !!!!





" O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-governador convocado por movimento multipartidário para voltar ao Palácio do Buriti, tem uma explicação para a crise de moralidade na vida pública:

"A política deveria ser uma função, mas virou uma profissão. Quando o povo nos elege, incumbe-nos de função específica, com mandato determinado para realizar tarefa clara para construir um país melhor. Lamentavelmente, nós transformamos a função política em uma profissão de políticos."

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" PERGUNTAR NÃO PAGA IMPOSTO "

" Curiosidade, apenas.
Até quando vai perdurar o relacionamento promíscuo de políticos com empresas que transacionam com o poder público? "



LEIA MAIS NO JORNAL O POVO
Walter Gomes
http://opovo.uol.com.br/opovo/people/943115.html

TV DIÁRIO INICIOU SÉRIE DE REPORTAGENS SOBRE O " RONDA "



ASSISTA NA TV DIÁRIO CANAL 22
JORNAL VEICULADO DIARIAMENTE ÀS 12:00 HORAS

A TV DIÁRIO Canal 22 iniciou, hoje, série de reportagens sobre o " RONDA DO QUATEIRÃO "," Projeto de Polícia Comunitária ", lançado pelo Governo do Estado,
como forma de " acabar com a insegurança no Ceará ". Foram investidos milhões de
Reais do dinheiro do povo, num Programa CARO e que só agora a população começa a
descobrir a sua ineficácia. Na matéria veiculada na TV DIÁRIO a população, através
de depoimentos, demonstra a sua decepção com mais esse Projeto megalomaníaco do Governo do Estado. Segurança se faz com POLICIAIS BEM PAGOS E FELIZES, com programas
simples, eficientes e baratos, como o RAIO, criado no governo anterior, sem alarde,
sem propaganda, sem promessas mirabolantes. Para comprar os CARRÕES DE LUXO ( HILUX ),a justificativa era que se precisava de carros confiáveis para serem usados nas PERSEGUIÇÕES AOS BANDIDOS, ETC... OUVIMOS NA TV DIÁRIO QUE HOJE EXISTE UMA DETERMINAÇÃO DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PARA QUE ESSES CARRÕES NÃO ULTRAPASSEM OS 60 KM POR HORA... SERIA MELHOR O HONDA FAZER AS PERSEGUIÇÕES EM POTENTES BICICLETAS...
NUMA ESTATÍSTICA APRESENTADA NA MATÉRIA VIMOS QUE TODOS OS ÍNDICES DA VIOLÊNCIA
AUMENTARAM, MESMO DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO DO " RONDA "...
ISSO CONFIRMA AS DENÚNCIAS DESTE BLOG, QUE DESDE HÁ MUITO TEMPO ATESTA O FRACASSO DO
PROGRAMA " RONDA DO QUARTEIRÃO "...
O LEITOR/SEGUIDOR PODE CONFERIR TODAS MATÉRIAS POSTADAS NO NOSSO BLOG.
LEIA NO ARQUIVO DO NOSSO falAÇÃO.

TEMPLO DA POESIA


Rua: Barão de Aratanha, 201- Centro
Esquina com Meton de Alencar

A Roda de Leitura é uma das Atividades Culturais

do

TEMPLO DA POESIA.



Nesta próxima quinta-feira, estaremos debatendo a obra da poeta cearense

Fernanda Benevides.


A roda será conduzida pela escritora Nilze Costa e Silva.



As Rodas de Leitura e reflexão do Templo da Poesia são realizadas sempre na segunda quinta de cada mês. São gratuitas e estão abertas ao público, sem quaisquer restrições ou pré-requisitos.


-Data: 14/01/2010 – Quinta-feira, às 17 h.

-Local: Templo da Poesia


Acesse o nosso blog: www.espacoartetemplodapoesia.blogspot.com/



Poema da Semana


Um poema
de
Fernanda Benevides


Posso afirmar que venci
Libertei-me dos caos em que submergia.
Das dores que sofri.
Das tatuagens e espinhos.
Da aridez dos caminhos.
Dos desertos que atravessei.
Das batalhas que empreendi.
Das derrotas que chorei.
Da severidade com que me julgava.
Das mágoas que cultivei.
Livrei-me do peso dos conflitos.
Da insatisfação do dia-a-dia.
Das noites indormidas.
Da angústia que me desanimava.
Da superproteção com que fui cercada.
De dependência que me subjugava.
Dos conceitos e preconceitos.
Dos tabus que me atrasavam.
Desembaracei-me da opinião alheia.
Dos grilhões que me aprisionavam.
De condicionamentos que me escravizavam.
Libertei-me, assim,
de tudo aquilo de que não gostava.
Apropriei-me de minha individualidade.
Assumi minha identidade.
Cresci,
buscando as minhas verdades.
E as encontrei.
Doloroso processo de reeducação.
De aprimoramento.
Partindo do principio da aceitação,
fui buscar-me no passado,
exorcizando os fantasmas da memória.
Varri os porões da mente.
Acendi as luzes do coração.
Despoluí a alma.
Exercitei a paciência.
Destituí-me de orgulho.
Cultivei a humildade.
Convivi com a solidão.
Ouvi a voz do silêncio.
O autodomínio, pratiquei.
Dirigi a inteligência.
Servi-me do discernimento.
Jamais perdi a Esperança.
E nunca deixei de sonhar.
Movida pelo entusiasmo criador,
desemboquei no leito plúmeo da poesia,
bafejada pelas Musas.
Parti cadeias.
Rompi elos.
Abri janelas.
Escancarei portas.
Derrubei muros.
Descortinei horizontes.
Reconstruí-me.
E, renasci inteira.
Hoje, livre.
Em pleno exercício da maturidade,
vivo em harmonia com a natureza.
Conquistei o direito de Ser.
Com bom senso.
Com certeza.

LIBERTAÇÃO
Fernanda Benevides

De A Rosa-Fênix



Maiores informações: Ítalo Rovere: 88554289; Nilze Costa e Silva: 86438887 ou 3241.02.01;

Reginaldo Figueiredo: 86034105 ; Carlos Amaro: 8659-6809
Luana Oliveira 87598272



Entrevistas e vídeos dos Poetas do Templo da Poesia:


http://www.youtube.com/watch?v=xFOzJb8qhVs (Inauguração do Templo)
http://www.youtube.com/watch?v=-Pl-epjblBY (Ensaio aberto no Templo)
http://www.youtube.com/watch?v=7jYNllZP2ts (Poeta Reginaldo Figueirêdo)
http://www.youtube.com/watch?v=3JifD_OprHk (Poeta Ítalo Rovere)

QUAL O SEU TIPO DE SALÁRIO ?????




"O que dá prá rir dá prá chorar"

" O QUE ROLA...

...na ``net`` é SALÁRIOS:

>> Salário Cafajeste: não te ajuda em nada, só te faz sofrer, mas você não vive sem ele;

>> Salário Brasil: Você acha que um dia ele vai melhorar...;

>> Salário Menstruação: Vem uma vez por mês e dura menos de uma semana, isso quando não atrasa pra assustar todo mundo...;

>> Salário Cebola: Você pega, olha e chora;

>> Salário Camisinha: Tira o seu tesão;

>> Salário Regime: Com ele você come menos;

>> Salário Ateu: Você prefere nem acreditar;

>> Salário Ejaculação Precoce: Quando entra... já acabou``."

DA COLUNA DA SONIA PINHEIRO
JORNAL O POVO
http://opovo.uol.com.br/opovo/colunas/soniapinheiro/944230.html

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

10 PERGUNTAS PARA 2010



PERGUNTAS QUE POSSÍVELMENTE SERÃO RESPONDIDAS EM 2010 !!!


1ª) Em 2010 o PSDB do Ceará aprenderá ser OPOSIÇÃO ?

2ª) Em 2010 o PSB do Ceará assumirá sua ideologia " SOCIALISTA " e " DE ESQUERDA " ?

3ª) Em 2010 os PTistas FINALMENTE descobrirão que o Sr. Cid Gomes ( PSB ) nunca rompeu com o Sr. Tasso Jereissati ?

4ª) Em 2010 o Hospital da Mulher será inaugurado ? E o Metrô de Fortaleza ?

5ª) Em 2010 os " ecologistas ", " ambientalistas " e os " verdes " descobrirão que a
Siderúrgica do Pecém será movida a CARVÃO MINERAL e que poluirá uma das regiões
mais bonitas do Ceará ?

6ª) Em 2010 os órgãos competentes vão descobrir a Região do Pecém e decidirão se
existe ou não a NATIVA COMUNIDADE INDÍGENA ANACÉ ?

7ª) Em 2010 o Governo " socialista " do Sr. Cid Gomes implantará e pagará o PISO
SALARIAL PROFISSIONAL NACIONAL PARA OS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DA
EDUCAÇÃO BÁSICA ( OS PROFESSORES E DEMAIS TRABALHADORES NA EDUCAÇÃO )?

8ª) Em 2010 a Assembleia Legislativa do Ceará, finalmente, aprovará os
Requerimentos dos Deputados da " oposição ", solicitando INFORMAÇÕES sobre
Ações, Projetos e Gastos do Governo Estadual ?

9ª) Em 2010 continuaremos a pagar o famigerado PEDÁGIO da Ponte sobre o Rio Ceará ?

10ª)Em 2010 o POVO VAI APRENDER A VOTAR ? Ou os corruptos vão voltar ?

RESPOSTAS EM 2010 !!!

domingo, 10 de janeiro de 2010

POESIA







Podem zombar de nós aqueles que não gritam
nem choram nem imploram à vida a fé que já perderam.
Podem inventar teorias sobre a sorte
e rezar a um Deus qualquer como autômatos
da fria engrenagem desse tempo.
Podem ostentar nos dedos os anéis da indiferença
e usar em pleno peito os adereços inúteis da bondade.
Podem zombar de nós.
Trazemos a transgressão perto do sangue e um vendaval
na voz a bradar o sonho desmedido dos poetas

Graça Pires, Inútil, nº 1, Outubro de 2009- Lisboa.


TRANSCRITO DO BLOG DO LÚCIO ALCÂNTARA
http://lucioalc.blogspot.com/

" PADIM CIÇO SANTO OU CORONEL ? "



ENTERRO DO PE. CÍCERO


PE. CÍCERO E A BEATA MARIA DE ARAÚJO
PE. CÍCERO E FLORO BARTOLOMEU



PADIM CIÇO SANTO OU CORONEL?
Documentário -Lançamento na Internet
Direção Valdecy Alves


" Em 06 de junho de 2009, um sábado, lançava no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza (CE), o Documentário que fiz sobre Padre Cícero Romão Batista. Intitulado: Padim Ciço, Santo ou Coronel ? Sempre lancei com muita alegria e apreensão meus vídeos e documentários. Depois era só viajar por algumas cidades do interior, enviar o documentário para vários festivais e aos poucos a divulgação do trabalho alcançava as proporções desejadas. Até um novo projeto e o velho ficar como acervo do que produzira e dirigira, hibernando em alguma estante. Dependendo do tema, uma ou outra vez encaixando o documentário na programação televisiva. Assim tive, por exemplo:

- ORVALHO NEGRO transmitido na TV Cultura de São Paulo para todo o Brasil, tratando de meio ambiente;
- UM CARRASCO DEVE SER COERENTE escolhido para mostra paralela de cinema do Festival Mundial do Minuto, sendo exibido em cinemas em São Paulo. Protestando contra pena de morte;
- PANELA DE PRESSÃO veiculado no programa Rota 22, da TV Diário, um desses programas policiais, que divulgam a violência do dia a dia dos grandes centros urbanos. O documentário denunciando a situação dos presos, mas numa visão de direitos humanos, protestando pelo fato das prisões terem-se tornado depósitos de seres humanos;
- CAMINHADA DA SECA-FÉ transmitido pela TV UNIÃO, após um debate sobre campos de concentração nas secas do Ceará, vez que o documentário trata do Campo de Concentração de Senador Pompeu, da Seca de 1932.

Bem como outros trabalhos exibidos em teatros, cinemas, escolas e Tv´s, cujo destino final, depois, sempre foi o arquivo na estante, entre outros documentários e filmes. Padim Ciço foi lançado no Estado de São Paulo, na cidade de Itu, em dezembro de 2009, continua sendo exibido por lá, por pontos de cultura. PORÉM POR MAIS QUE SE LANCE EM VÁRIOS LOCAIS, MUNICÍPIOS E ESTADOS DIFERENTES, sempre exigirá que o público vá até o evento. DESLOQUE-SE FISICAMENTE DE SUA CASA ATÉ O LOCAL DE EXIBIÇÃO.

NESSE PONTO, entra o divisor de águas chamado INTERNET. Primeiro permitindo que tiremos da estante o que estava arquivado, os antigos documentários, filmes e acervo de Hollywood, a cada nova tecnologia, renascem: Vídeo cassete, DVD, etc. PARA NÓS, PRODUTORES ALTERNATIVOS E INDEPENDENTES DE ARTEVISUAL, A INTERNET É ESSE MARCO, através do qual mantemos disponível o acervo que produzimos para todo o Brasil, para todo o mundo. 24 horas à disposição de quem quer que seja, em qualquer lugar, pegando carona no universo de ondas cósmicas, em todos os cantos do universo, onde cavalga a internet. MUDANDO ATÉ O CONCEITO DE LANÇAMENTO.

Do ponto de vista simbólico, lançar um documentário em lugar fechado, cinema ou teatro, é muito bom para o realizador. DO PONTO DE VISTA DE EFICÁCIA, a internet é o melhor, tem-se público de qualidade e em quantidade. O documentário, o trabalho artístico vai ao encontro e permanece à disposição de quem quer ser platéia, em qualquer lugar que se encontre, até no meio rural, podendo um celular tornar-se tela de cinema.

Só como exemplo, o meu canal no Youtube (VALDEVISUAL) criado há menos de 02 anos, já teve 10.737 acessos para verem meus vídeos lá postados. Sem divulgação, sem mídia, sem campanha. POR ISSO O LANÇAMENTO DO MEU DOCUMENTÁRIO NA INTERNET:

PADIM CIÇO, SANTO OU CORONEL ?

O lançamento na internet passou a causar mais apreensão do que o lançamento no Dragão do mar, em auditórios e teatros, ESTE LANÇAMENTO NA INTERNET, no Youtube, site com suas limitações, mesmo tendo que dividir o documentário de 25 minutos em 03 partes, já que o Youtube só recebe projetos com no máximo 10 minutos e o seu contador costuma travar depois de 300 exibições, vale a pena. O TERMÔMETRO SÃO OS COMENTÁRIOS, SÃO OS E-MAILS, do Brasil e do exterior, OS PEDIDOS DE CÓPIAS PARA EXIBIÇÕES DE GRUPOS CULTURAIS, ONG´s OU VIDEOCLUBES DO PAÍS INTEIRO.

Para quem produz trabalhos fora do grande círculo comercial, para quem produz alternativamente, dentro de um certo romantismo cercado de ideais, a internet é um grande espaço democrático, alternativo e participativo.

Assim, lanço o meu documentário na internet, 06 meses após o seu lançamento em auditório fechado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza (CE), sobre um dos brasileiros mais polêmicos: PADRE CÍCERO. Uma figura universal.

O documentário levou dois anos para ser concluído, visto que o fiz por conta própria, produção independente. Agradecendo a toda equipe que me acompanhou de perto, sobretudo: Flávio, Ranuce, Fridtjof, Jonathan, Mara Paula. Estive em duas romarias de finados em Juazeiro do Norte (CE), onde em cada uma delas quase 1 milhão de romeiros se encontravam, uma em 2007 outra em 2008.

Utilizei como ponto de partida para o documentário o livro: FALTA UM DEFENSOR PARA O PADRE CÍCERO, de Padre Antonio Feitosa, das Edições Loyola, de 1983. Obra que faz do Padre Antonio Feitosa um verdadeiro advogado do Diabo em relação a Padre Cícero, com quem conviveu. Partindo de sua obra foram ouvidos os que pensam ao contrário, ao tempo que se mostra todo o fenômeno que é o misticismo que envolve Juazeiro, em época de romaria. A festa dos romeiros, sua fé verdadeira, indiferentes à história. O Padre Cícero do seu imaginário indiferente ao Padre Cícero homem e clérigo. O documentário mostra Padre Cícero por inteiro, esses Moisés nordestino, esse Savanarola com exército, como diria Maquiavel.

Vejam o documentário, divulguem, comentem, caso gostem. Uma vez na internet, enderecei ao mundo, indiferente aos seus defeitos ou qualidades. Agora é tempo de começar um novo projeto. Dedico a obra a todos os romeiros que vi, com quem interagi, a quem entrevistei. Pois o Padre Cícero simbólico não é o representado pela estátua, mas o que está no coração dos romeiros, que através da fé, continuam gritando contra exclusão, contra toda forma de injustiça, de que são vítimas. O Padre Cícero completo, com virtudes e defeitos, resta engrandecido, claras as razões da sua dimensão no imaginário popular.

FALAR SÓ BEM OU FALAR SÓ MAL é muito fácil e inútil. Ei-lo como realmente foi no documentário e o que simboliza é muito, muito... Mas muito maior mesmo para o povo-romeiro! Que já o reabilitou quando fez dele santo, pouco importando a burocracia do Vaticano, que precisa hoje se apropriar do Padre Cícero, que necessita reabilitá-lo, por uma questão de política religiosa, antes que os evangélicos o adotem como espécie de Lutero brasileiro e o roubem da Igreja, que o renegou."

BLOG DO Valdecy Alves
http://www.valdecyalves.blogspot.com/

" Caldeirão e Pau de Colher: A história das lutas populares é indestrutível "


VÍTIMAS DO CALDEIRÃO

Beato José Lourenço e o jornalista Hidelbrando Espínola


" História das lutas populares é indestrutível "


" Caldeirão e Pau de Colher: A história das lutas populares é indestrutível "

Rogério Morais


Setecentos mortos, bombardeio aéreo com três aviões do Ministério da Guerra, incêndios e destruição de casas, espancamento de crianças, mulheres e velhos, saques; e ainda, luta corporal de populares usando facões, ferrões e cacetes contra soldados da polícia bem protegidos; mulheres enfrentando homens do Exército armados de fuzis, homens furando cerco de rajada de metralhadoras, execução de prisioneiros, fuzilamento, são mais 300 corpos de trabalhadores rurais estendidos, numa das maiores resistências das populações do campo nordestino contra os proprietários rurais latifundiários. Donos das terras, igreja, polícia e governo unidos para destruir a vontade do povo de trabalhar, criar seus filhos e vencer com liberdade.
Estamos falando das comunidades de Caldeirão e Pau de Colher, nos anos de 1930, envolvendo sertanejos principalmente do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia. O palco da luta e da resistência do povo trabalhador, duas regiões nordestinas: Serra do Araripe, Ceará, e médio São Francisco, Bahia. Duas áreas que atraíram milhares de homens — famílias — cansados da exploração, da miséria e da injustiça do latifúndio e do Estado. Foram para lá com a certeza e a consciência de dias melhores, sem saber que a classe dominante agiria sem dó ou piedade, usando todas as suas forças, tentando apagar para sempre o que seria uma sociedade justa - o início do desenvolvimento social da região e a libertação dos trabalhadores.


No museu histórico do Ceará, no centro de Fortaleza, prédio que até a década de 1970 abrigou a Assembléia Legislativa do Estado, existem apenas três peças que lembram o povo do Caldeirão: A bandeira da comunidade, três reproduções fotográficas publicadas em jornal da época e uma espingarda aparentemente não muito manuseada, ao lado de um machado. Esses objetos ocupam a sala em memória a Padre Cícero Romão Batista — fundador da cidade de Juazeiro do Norte, Ceará — onde está a batina do religioso e outras valiosas lembranças de suas ações na região do Cariri.


Sumiu...

Uma citação transcrita no livro "Cultura Brasileira", do economista e historiador cearense Aristides Braga, colhida do museu (ver boxe), não é mais encontrada. Um funcionário afirma que não existe. É o trecho do depoimento da sobrevivente do Caldeirão, Marina Gurgel. É tudo que existe de mais de 10 anos do esforço de um povo para produzir na terra seca independente dos caprichos e humilhação dos patrões, e, pelo menos mais três de acirrada luta para resistir a repressão da classe dominante que não permitia aquele desafio. A bandeira, intocada em um armário com vidro tem manchas de sangue, provando que os ideais eram fortes, e resistiu o máximo que pode, com honra, o sangue e o suor daquela gente.

No museu também não se é permitido fotografar, segundo a administradora — somente filmagem pagando-se uma taxa de R$ 2,00 — pois "o flash danifica as peças", argumenta. Em todo caso, e todos os detalhes, percebe-se a falta de vontade ou desinformação em relembrar um acontecimento dos mais marcantes da história regional. "O maior espetáculo social que o Ceará ofereceu para o Brasil", diz o jornalista Hidelbrando Espínola, repórter do então jornal "Correio do Ceará", na época do movimento, que entrevistou José Lourenço, o líder do Caldeirão.

O Jornal "Correio do Ceará", dos Diários Associados, o mais atuante durante aquele período, também fechou suas portas e com o seu fim o valioso arquivo fotográfico — inclusive registros do Caldeirão e das pessoas envolvidas no seu extermínio — foram para a calçada do prédio quando o grupo vendeu o patrimônio, em Fortaleza. Livraram-se da guarda de registros que estimulam, em qualquer época, a resistência do povo. Outros documentos importantes (relatórios e jornais da época) no arquivo público ou biblioteca central do Estado, conforme historiadores, "sumiram" não deixando rastro dos anos em que a classe dominante — latifundiários — mais temeu a queda do seu prestígio, numa tentativa de apagar da memória das novas gerações a história verdadeira da luta do oprimido contra o opressor.

"O beato organizou tudo... era eficiente, despertou a comunidade e foi perseguido pelo latifúndio...". Aos 87 anos de idade, o advogado e jornalista Hidelbrando Espínola, em sua casa, no bairro da Aldeota, mantendo nada menos do que 30 mil livros, distribuídos, em cada compartimento (sala, quartos e serviço) por área (sociologia, movimentos populares brasileiros, golpe de 64, filosofia, marxismo, Padre Cícero, Lampião, Canudos e Caldeirão, etc.) lembra com objetividade a experiência socialilizante encabeçada pelo beato.

José Lourenço, o Beato, como era conhecido, "foi fabuloso... fabricou máquinas, tratou a terra, plantou e colheu grãos, frutas e verduras" comenta Hidelbrando. "Todos lá tinham a sua função e a disciplina era a regra para tudo, uma organização social que não tinha igual", lembra, e acrescenta: "A verdade é o seguinte: os proprietários de terra estavam preocupados com o desenvolvimento da comunidade... eles estavam perdendo mão-de-obra porque os trabalhadores seguiam para o sítio".

O jornalista esteve como repórter no Caldeirão dias após o massacre que uniu a Polícia Militar do Ceará e o Exército. Já não era mais o símbolo da prosperidade da região. Segundo ele, José Lourenço foi autorizado a voltar ao local totalmente devastagrandes instantes do movimento de massa por uma sociedade melhor contra a exploração secular das classes dominantes no sertão nordestino". Destaca-se na apresentação do livro "De Caldeirão a Pau de Colher: A guerra dos caceteiros", do geólogo e pesquisador baiano Ruy Bruno Bacelar de Oliveira. Para o Estado elitista, que tem instrumentos e paga seus contadores de história tentando apagar da memória popular todo o vestígio desses movimentos, a ação foi fruto do "fanatismo, misticismo e religiosidade agressiva dos sertanejos".

"As elites preocupavam-se com o fato do Caldeirão vir repetir Canudos ou Contestado. Os fazendeiros do Cariri não encontravam braços para o trabalho nas fazendas. Havia um êxodo em direção ao Caldeirão", registra Ruy Bruno Barcelar no seu livro. As duas comunidades — na Bahia e no Ceará — tinham o mesmo objetivo, a mesma filosofia social de vida e de trabalho. Ambas surgiram na mesma época (veja matéria). As duas foram exterminadas numa ação do aparato do grande latifúndio, ou seja, polícia, igreja, vigarista político, imprensa e exército: "a chacina de Pau de Colher foi o mais brutal quadro da tragédia vivida no sertão baiano". Na serra houve execução sumária de prisioneiros, registra o livro.

"O Caldeirão, Chapadas do Araripe e Pau de Colher representam os três últimos grandes gritos de liberdade da gente do Nordeste contra latifúndios e burguesia que ainda hoje continuam no poder", diz Bacelar. Assim como Canudos, em 1887/l897, Caldeirão e Pau-de-Colher "devem ser vistos pelo lado sócio-econômico que também tinha sua força religiosa", opina o professor Aristides Braga. As elites e o governo quiseram contar a história desses movimentos sociais escondendo o seu lado objetivo, ou seja, a consciência de classe dos trabalhadores destituídos da terra, vítimas do sistema, e contrários a uma organização social arcaica e ineficiente, erguida nos moldes feudais.

Prosperidade


Em um terreno seco do solo cearense, doado pelo Padre Cícero, José Lourenço fundou uma produtiva comunidade, que, aliás, vinha alimentando os Salesianos (arroz, farinha, feijão, carne, rapadura, frutas e legumes e outros gêneros para os frades) antes da invasão, pois o Beato acreditava que assim afastaria a ameaça de perder o local. Doze casas de moradia, uma de engenho, dois açudes, um cercado com quatro mil e 12 braças, com mais de um mil tarefas de algodão, quatro tarefas de cana-de-açúcar, 10 cancelões de madeira, e centenas de árvores frutíferas. Além do mais, centenas de animais, vacas, cavalos, jumentos, porcos, galinhas, marrecos, patos e outros. Na época da invasão, os armazéns da propriedade estavam lotados de algodão, milho, feijão, arroz, rapadura e farinhas. Inúmeras máquinas e outros objetos importados que serviam aos trabalhadores. Este era o Sítio Caldeirão, em 1938.


A vez de Pau de Colher


Com a destruição, Pau de Colher se tornou a irmandade mais importante depois do Caldeirão. No princípio, início dos anos de 1930, os beatos não tinham interesse no desenvolvimento agrícola da região, como no Caldeirão. Pau de Colher era o ponto de recrutamento, treinamento e doutrinamento dos trabalhadores que seguiam para Caldeirão, no Ceará. Ali aprendiam a conviver em grupo, adaptando-se às normas rígidas da irmandade. Depois da morte de Padre Cícero, as pessoas começaram a se mudar para Pau de Colher, atraídos pela água e pelos ensinamentos dos beatos. Pau de Colher passou a ser um lugar onde se reuniam necessitados, flagelados e pequenos posseiros. O lugar começou a barrar a ida de nordestinos para São Paulo, conta o livro do geólogo Ruy Bacelar. Chegou a vez de acabar com Pau de Colher. Temendo uma nova sociedade tipo Canudos e apoiado pela imprensa e os políticos, o governo da Bahia, pede ajuda aos estados do Ceará e Pernambuco para destruir a comunidade. Na época, o próprio Presidente da República, através do seu Ministro da Justiça, Francisco Campos, intimou todos os interventores a extinguir a ferro e fogo todos os movimentos revolucionários e também o cangaço, na pessoa do seu chefe, Lampião. Conforme o livro "De Caldeirão a Pau de Colher", Getúlio Vargas usou a expressão, "acabem com eles a todo preço senão serão destituídos".(...)

Para Ruy Bacelar, os três movimentos (Caldeirão, Serra do Araripe e Pau de Colher) são formas de lutas contra o tipo de estrutura social existente, onde famílias poderosas controlam os meios de produção, são donas dos recursos naturais e criam uma monstruosa organização social que, ao longo da história, sufocaram todos os gritos de liberdade das massas despossuídas. "O fanatismo que os animava era revolucionário e alimentava a esperança de mudanças para um mundo melhor. O ódio contra as classes dominantes, o entusiasmo na vida comunitária, levaram todos eles a deflagrarem um fluxo de atividade econômica, usando meios de produção revolucionários para a época", explica em seu livro.


O beato pede a Padre Cícero


José Lourenço, paraibano (tem relato que seria pernambucano), depois de ser preso e solto por pregar em praça pública, recebeu de Padre Cícero a terra nua, sem nenhuma benfeitoria, no pé da serra. Com pouco tempo, já havia mais de 400 casas, erguida uma capela e uma população de três mil pessoas. Eram trabalhadores de vários estados nordestinos, que passaram a produzir, educar seus filhos e alimenta-los.

O Caldeirão ficou auto-suficiente. Sua fama crescia e já influenciava outras cidades, porque lá o progresso atingia também a área de artesanato, confecção de redes, roupas, calçados, etc. Todas as ferramentas necessárias para o trabalho eram feitas na própria comunidade. Os produtos excedentes eram vendidos em Juazeiro e no Crato. "Ninguém se considerava dono de alguma coisa. Os meios de produção eram coletivos", relatam os remanescentes.

Maria de Maio nasceu no Caldeirão, conta: "Eu vivia lá. Ia gente que o Padrim Cícero sempre mandava. Gente pra trabalhar lá. Quando chegava em Juazeiro umas pessoas, que não tinha trabalho, ia trabalhar lá". E foi assim que a comunidade criou fama no Nordeste, cresceu, recebendo gente de todos municípios. O ódio dos fazendeiros era grande, pois tinham que solicitar trabalhadores a José Lourenço. O comércio de Juazeiro estava declinando. As populações rurais de todo o Nordeste, nos anos de 1920/30, eram as que mais sofriam com a crise econômica que reinava no mundo.

A igreja e os latifúndios — dominantes — já não se entendiam e o povo trabalhador tomou a iniciativa de guiar os seus próprios destinos. Portanto, experiências como Caldeirão e Pau de Colher minavam os sertões. Vários outras iniciativas floresciam em outros estados como no Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. Os beatos, como Severino Tavares, um dos mais influentes, depois de José Lourenço, percorriam as cidades pregando e recrutando adeptos. Reunia multidões nas praças. O Cariri já concentrava muita gente em torno de Padre Cícero. As comunidades foram se formando com o mesmo objetivo e mantendo estreito relacionamento através da comunicação dos beatos.


A destruição


Os salesianos, após a morte de Padre Cícero, requerem na Justiça a posse do Sítio Caldeirão, alegando herança feita por ele. Alguns historiadores registram que os Salesianos não gostavam do Padre Cícero. No entanto, estava decretado o fim da experiência. Os salesianos conseguem na Justiça, em Fortaleza, a desocupação da área. Antes de qualquer ação, os órgãos de segurança mandam agente para obter informações. Temiam que na comunidade houvesse muitas armas. Segundo Hidelbrando Espínola, a comunidade já esta infiltrada de informantes, e havia "uma pessoa dos órgãos de segurança que atuava como líder".

Os registros dão conta de que a ordem de destruição do Caldeirão partiu do Presidente Vargas. A ação foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado e pela Região Militar. No comando o Chefe de Polícia, Capitão Cordeiro Neto, e o Delegado do Dops, Tenente do Exército José Góes de Campos Barros. "Eles subiram a colina", lembra o jornalista. A força militar chega ao sítio e os moradores assistem a destruição. Casas são incendiadas e não a tempo de levar nem os pertencer pessoais. Alguns beatos transmudaram-se e olhavam com muito ódio o capitão Bezerra e seu filho, à frente das ordens. Mulheres grávidas ou ainda amamentando crianças choraram e arrumavam em carros de bois os poucos pertences, narra.


MARINA GURGEL

"Eu num sei o que foi de fizeram esta perseguição, porque agente num tava matando, num tava roubando, num tava fazendo mal. Tava trabalhando e rezando. Ai, por isso fomos perseguido e sentenciado à morte, ninguém sabe, quem é Deus, né! O que tenho a dizer é isto... tava no Caldeirão cantando e rezando e tão feliz, trabalhando e comendo. Sem ninguém precisar pedir nada pra ninguém, porque tudo tinha, nada faltava, tudo era comum. O que era de um era de todos e ai quando dava fé uma perseguição".

Do Livro Cultura Brasileira, de José


Na serra


Dias depois, acontece o segundo bombardeio aéreo sobre civis na história do Brasil. (O primeiro foi em 1912, Contestado). As tropas já estavam em Juazeiro. À frente, o mesmo comando sob as ordens do Governo Federal. No relato do jornalista e escritor Jader de Carvalho, morreram cerca de mil pessoas, entre velhos, mulheres e crianças. A imprensa, com a censura do DIP — Departamento de Imprensa e Propaganda — do Governo Vargas, quase nada publicou. Houve execução sumária de prisioneiros. Mais de cem foram executados por um cabra que "tinha um enorme chapéu à cabeça e um punhal à mão: Ele sangrava as pessoas, uma a uma, indagando, antes em tom zombeteiro: - Então você não sabe quem matou o capitão Bezerra, hein?", segundo Jader. Hidelbrando lembra que, dias depois, ainda viam-se as chamas do bombardeio.

Facão e cacete


Em Pau-de-Colher, as mulheres lutaram desesperadamente. Saiam das trincheiras, seguidas dos filhos, em direção aos soldados, com cacete na mão. Eram facilmente cortadas ao meio pelos tiros de metralhadoras. Um grupo delas avançou sobre um destacamento que tinha tomado uma cacimba, e todas foram metralhadas. Conforme relato de Optado Gueiros, Tenente que comandou o atraque, de acordo com a imprensa baiana, os corpos apodreciam no chão. Foram vários dias de luta. O chão estava tomado de sangue e pedaços de òrgãos humanos em toda parte. Eram mais de 400 corpos. Os soldados evitavam a luta corporal e venciam facilmente a batalha com o uso do fogo das metralhadoras."


Rogério Morais

FONTE:
http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1404&Itemid=105

" SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ..."


MORADORES DO SÍTIO CALDEIRÃO


COMENTÁRIO DE UM LEITOR/SEGUIDOR DO falAÇÃO

" DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA..."




"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado




" O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA "


" No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.



AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.


QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



A COMISSÃO DA VERDADE


A SOS DIREITOS HUMANOS deseja apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão."



" Paz e Solidariedade,"



Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br

sábado, 9 de janeiro de 2010

POESIA CEARENSE - AURIBERTO CAVALCANTE




DIVÃ MILAGROSO


Dunas brancas
férteis
beijando o céu
serrote do farol
pirâmide do faraó
encravado entre o mar
e o Sertão do Ceará



JERICOACOARA
divã milagroso
de muitas cabeças
imperfeitas
feitas
desfeitas.


AURIBERTO CAVALCANTE
IN: " BERROS "
PÁG. 137